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21 euros por segundo. 666 milhões num ano. Mas podiam ter sido mais.

Publicado em 22/07/2026

21 euros por segundo. 666 milhões num ano. Mas podiam ter sido mais.

Em 2025, os medicamentos genéricos permitiram poupar mais de 666 milhões de euros ao Estado e às famílias portuguesas.

São 21 euros por segundo. Mais de 1,8 milhões por dia.

Parece muito. E é.

Mas podia ter sido mais.

A poupança caiu 0,6% face aos 670,5 milhões de euros alcançados em 2024. Num único ano, perderam-se mais de quatro milhões.

Para perceber o que isso representa, basta olhar para os centros de saúde.

O PRR destinou 272,8 milhões de euros à construção de 124 novas unidades. Em média, cerca de 2,2 milhões por centro de saúde.

A poupança que desapareceu entre 2024 e 2025 seria, por comparação, suficiente para construir praticamente dois novos centros de saúde.

E os 666 milhões poupados durante o ano? Ultrapassam todo o investimento previsto pelo PRR para construir 124 centros de saúde e requalificar outros 347 — um programa superior a 547 milhões de euros.

A comparação serve para mostrar a dimensão do valor. Esta poupança está repartida entre as famílias e o Estado. Não existe como um cheque guardado no Ministério da Saúde.

Mas existe.

Existe no dinheiro que uma família não gastou na farmácia. Nos recursos que o SNS pôde aplicar noutros cuidados. E nas escolhas que um país pode fazer quando deixa de pagar mais pelo mesmo tratamento.

Os genéricos não servem apenas para poupar.

Servem para fazer mais com a poupança.

Fontes de verificação

Datedos de poupança — ECO, 1 de abril de 2026

Investimento do PRR em centros de saúde — Governo de Portugal

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