
Em 2024, os medicamentos genéricos atingiram 52,2% das unidades dispensadas em ambulatório no SNS. Foi o valor mais alto de sempre.
Em abril de 2026, a quota estava nos 50,5%, segundo dados do INFARMED citados pela Equalmed. O avanço transformou-se num recuo.
Não é apenas uma diferença estatística. Quando os genéricos perdem espaço, perdem também os utentes, que deixam de aproveitar opções mais económicas, e perde o SNS, que poderia libertar recursos para outras necessidades de saúde.
A UMG considera que esta descida deve ser explicada. Os genéricos oferecem qualidade, segurança e eficácia avaliadas pelas autoridades do medicamento. O preço mais baixo não é um sinal de menor valor. É precisamente a vantagem.
Portugal já tinha pouco terreno para desperdiçar. Agora voltou a andar para trás. - A quota de 52,2% em 2024 está confirmada pelo INFARMED. A descida para 50,5% em abril de 2026 foi divulgada pela HealthNews/Lusa, citando dados do INFARMED.